segunda-feira, 21 de agosto de 2017

EUA suspendem emissão de vistos na Rússia

Medida entre em vigor na quarta-feira, 23, e é uma reação ao corte de funcionários americanos pelo Governo russo.


Os consulados americanos na Rússia anunciaram a suspensão da atribuição de vistos a partir da próxima quarta-feira , devido à redução do pessoal diplomático.

"Devido ao limite imposto pelo Governo russo ao número de funcionários diplomáticos autorizados a trabalhar na Rússia, todas as operações relacionadas com vistos de não-imigrantes serão suspensas a 23 de Agosto", indicou a embaixada num comunicado divulgado nesta segunda-feira, 21.

As operações recomeçarão a 1 de Setembro em Moscou, mas continuarão suspensas indefinidamente nos consulados em São Petersburgo, Ekaterinburgo e Vladivostok.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reagiu dizendo que a decisão dos Estados Unidos é “outra tentativa de despertar o descontentamento entre os cidadãos russos em relação ao Governo russo”.

No mês passado, em resposta a novas sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia, o Governo de Moscou retaliou reduzindo o número de diplomatas americanos no país de 755 para 455 até o final de Agosto.

Fonte: Redacção VOA.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Stalin é a figura mais admirada pelos russos, seguido por Putin, diz pesquisa

O líder soviético Josef Stalin foi mais uma vez eleito a figura mais admirada pelos russos, seguido de perto pelo atual presidente Vladimir Putin e pelo poeta Alexander Pushkin, ambos empatados em segundo, de acordo com pesquisa do Levada-Center.



O levantamento questionou os entrevistados sobre quem seriam as “pessoas mais destacadas de todos os tempos e povos”. Fechando o pódio dos preferidos apareceu o ‘pai do comunismo soviético’, Vladimir Lenin.

Entre os não-russos, o francês Napoleão Bonaparte e os cientistas Albert Einstein e Isaac Newton figuraram entre os 20 primeiros colocados da pesquisa, que entrevistou 1.600 pessoas em 137 localidades em toda a Rússia. Não houve a sugestão de nomes, de acordo com os organizadores.

Desde 1999, Stalin sempre figurou entre os três primeiros colocados em levantamentos do gênero na Rússia. Desta vez, ele foi o mais votado por 38% dos entrevistados. Putin e Pushkin ficaram com 34%, enquanto Lenin recebeu 32% dos votos.

Ao contrário dos demais, Putin nunca havia ficado entre os três primeiros na preferência da população russa.

Outras figuras conhecidas em todo o mundo que foram mencionadas foram o imperador Pedro, o Grande (4o), o astronauta Yuri Gagarin (5o), e o líder soviético Mikhail Gorbachev (20o).

Analista russo: impeachment de Temer levaria a um caos político no Brasil

Presidente do Brasil foi acusado formalmente de corrupção. Pela primeira vez na história do país, o procurador-geral da República acusou um presidente pelo crime de corrupção. Segundo dados do procurador-geral, Temer recebeu R$ 500 mil de executivos do grupo JBS. Rodrigo Janot denunciou ainda uma promessa de R$ 38 milhões.

A acusação contra Temer só será julgada pelo STF se a Câmara permitir. Pelo menos 342 dos 513 deputados precisam de o aprovar.

Aleksandr Chichin, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia de Economia Nacional e Administração Pública russa, compartilhou com serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião em relação ao assunto.

O especialista descarta a possibilidade de início de um processo contra o presidente, explicando seu ponto de vista pela incapacidade do procurador-geral obter dois terços dos votos.

"Seria demasiado, mesmo para o Brasil, ter dois impeachments consecutivos, primeiro Dilma Rousseff e agora Michel Temer, operando com essa lógica, os deputados não votarão contra o presidente", afirma Chichin.

É mais do que evidente que o atual parlamento brasileiro é pró-presidente, bem como está claro o caráter corrupto das autoridades brasileiras em geral. Mas as medidas contra a corrupção não podem ser tomadas, sublinha o especialista, porque mais um impeachment levaria a um caos político no Brasil.

Chichin destaca que já toda a história da Petrobras e agora as gravações reveladas pela chefia do JBS são suficientes para convencer mesmo os que ainda não veem as coisas evidentes. Como os políticos estão preocupados com o futuro do país, é apenas por isso que Temer está no poder.

"Acho que o procurador-geral não conseguirá começar o processo, mas do ponto de vista da opinião pública, do ponto de vista da necessidade de tais processos de investigação, é um fator adicional muito importante", opina o analista russo.

Falando dos interesses que tem neste caso o próprio procurador-geral, Aleksandr Chichin frisa que há muitos que querem substituir Temer. Entre as candidaturas possíveis, o analista indica o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do Partido Trabalhista, que mesmo sem Lula e Dilma aspira ao poder.

"Um dos principais 'motores' de Rodrigo Janot pode ser o prefeito do Rio de Janeiro", pressupõe Chichin, destacando que há muito grupos, além de Crivella, que podem "sacudir" a situação, pois a figura de Temer e muito vulnerável.

Fonte: Sputnik Brasil.

Presidente do Senado reúne parlamentares para discutir reforma política

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse hoje (27) que não é possível que as eleições de 2018 sejam realizadas sem que antes haja uma reforma política. “Não temos ainda um modelo político para a disputa das eleições de 2018. Não é possível irmos para o pleito com esse modelo antigo e arcaico de disputa, que deu errado e tumultuou a vida política brasileira, numa posição desconfortável”, avaliou.

O assunto é um dos temas de um almoço na residência oficial da presidência do Senado, que reúne nesta terça-feira (27) líderes no Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também participa do encontro. Eunício Oliveira lembrou que o prazo para a aprovação da reforma política está correndo e que as mudanças só valerão para as próximas eleições se a reforma for aprovada antes de setembro deste ano.

Sobre a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o presidente Michel Temer, Eunício disse que é preciso ter serenidade e que esse assunto cabe à Câmara e ao Supremo Tribunal Federal. "O Senado não é parte do processo", afirmou.

Ele também defendeu que independentemente da crise no Executivo, o Congresso Nacional continue trabalhando, com pauta própria, na defesa dos interesses do Brasil e lembrou a votação da reforma trabalhista (PLC 38/2017) na CCJ da Casa, marcada para amanhã (28). O presidente do Senado confirmou que a matéria, depois de votada na CCJ, seguirá para o plenário, em regime de urgência. "Precisamos nos lembrar dos mais de 14 milhões de brasileiros que estão desempregados e garantir trabalho aos jovens que vão iniciar suas carreiras. Não existe democracia sem política”, afirmou em defesa da proposta.

O senador também adiantou aos jornalistas que vai jantar com a bancada do PT do Senado para debater sobre matérias e temas relevantes para a sociedade brasileira.

Karine Melo - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Graça Adjuto.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cármen Lúcia: "não há o que questionar quanto à palavra do presidente"

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (12) que não tomará nenhuma providência a respeito da denúncia de espionagem de ministros da Corte, uma vez que o Palácio do Planalto negou a informação. Reportagem publicada pela revista Veja afirmou que membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teriam monitorado o ministro do STF Edson Fachin, responsável por um inquérito que investiga Temer. A escuta teria sido feita a pedido do presidente, segundo a publicação.

No sábado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, negou a informação. “O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido [monitorar ministros do Supremo]”, escreveu Cármen Lúcia no comunicado desta segunda-feira. “Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República”, acrescentou no texto, que segunda a assessoria do STF é uma resposta a questionamentos da imprensa.

No sábado, após a publicação da reportagem, Cármen Lúcia emitiu uma nota condenando com veemência as suspeitas de monitoramento de ministros do STF. "O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça", escreveu ela na ocasião.

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Amanda Cieglinski.